domingo, 13 de junho de 2010

Vivências que não esquecerei

Meio da manhã de domingo. Temperatura agradável, mas aconselhando uma sombra.

Onde?
Na confluência do Zêzere com o Tejo, sentados na relva debaixo de um salgueiro.

A fazer o quê?
Olhando umas dezenas de "marinheiros" que se aventuram na descida dos cursos de àgua, em pequenos barcos. E conversas inocentes sobre a paisagem e as gentes que nos envolviam.

Quem?
O neto António e o avô Manel.

sábado, 5 de junho de 2010

Outra forma de recordar

“... E então abraçaram-se com ternura que era desejo e desejo que era ternura e partiram, lentos, saboreando a mútua descoberta, sem pressa, ganhando segundo a segundo a súbita felicidade de se irem conhecendo, naturais, francos, espontâneos e desinibidos, e assim, encantados e apaixonados, envolvendo-se na sensualidade, alegria e prazer de uma noite de amor.”

NOTA PESSOAL: O texto que transcrevi faz parte do livro “A Casa de Eulália” de Manuel Tiago/Álvaro Cunhal. Tenho as melhores recordações dos diálogos que tivemos em reuniões políticas e, especialmente, de uma conversa pessoal a propósito do desaparecimento de um seu familiar e meu grande amigo.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Palavras sábias

«Hoje já não há medo da Pide, da censura, das perseguições políticas (à velha maneira...), mas em contrapartida criaram-se outros medos também inimigos da liberdade: medo do desemprego, medo de não ter condições para uma velhice feliz, medo de não conseguir educar os filhos, medo de não ter acesso à saúde, todos estes medo continuam a existir, e todos eles têm de ser combatidos em nome de uma liberdade que o País conseguiu com o 25 de Abril».
(citei Rosa Coutinho)

domingo, 30 de maio de 2010

DIAS MESMO, MESMO CHEIOS

A começar pelo nascimento da neta Isabelinha (nas palavras do pai), passando pelo empenho profissional e pela acção politico-social, e terminando nos contactos e vivências familiares (o neto Pedro fez quatro anos), os últimos dias foram "em cheio".

domingo, 23 de maio de 2010

Uma pergunta

POR QUE RAIO OS ESTADOS (Portugal, Grécia, Espanha, ...) ANDAM A REFINANCIAR-SE NA BANCA PRIVADA A 2, 3, 4 ou 5%, QUANDO ESSA BANCA PRIVADA SE FINANCIA NO BANCO CENTRAL EUROPEU A 1%?

Por mim tenho uma resposta: os nossos governantes e quem os apoia, venderam a alma ao diabo.

domingo, 16 de maio de 2010

Só agora, com as chamas já altas...

Foram várias as ocasiões, durante o últimos onze meses, em que alertei responsáveis políticos para a necessidade de se reforçarem as organizações sociais e políticas para enfrentar as dificuldades que viriam na sequência dos actos eleitorais, fosse qual fosse o seu resultado. Não se tratava de artes de adivinho. Apenas me limitei, como muitos outros, a ir analisando as decisões políticas e as suas consequências.
Não tive grande êxito. Agora que o fogo está declarado e as chamas já vão altas, há reuniões e apelos urgentes para iniciativas de protesto. Saúdo esse frenesim mas espero que não se precipitem, que tenham uma boa dose de imaginação e que não caiam no erro de tentarem organizar em duas semanas o que não fizeram ao longo de meses.
Estou curioso e motivado para a acção. Na verdade, basta continuar a fazer o trabalho que venho desenvolvendo de há muito. Feliz, no entanto, por ver apelos para a acção urgente dos que têm andado distraídos.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Há analfabetos e analfabetos

"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."



Bertolt Brecht (1898-1956)

domingo, 25 de abril de 2010

36 anos depois: ainda há força para continuar!

Aquele dia já foi a sequência feliz de um caminho de empenho colectivo e pessoal por uma sociedade mais justa e fraterna.

Hoje, trinta e seis anos depois, constato que apesar de grandes avanços há ainda muitos obstáculos para ultrapassar. Fica aqui uma nota estritamente pessoal: apesar da actividade frenética daqueles dias e anos posteriores, hoje ando a fazer muito mais pela tal sociedade mais justa e fraterna. Até o objectivo estar cumprido, continuarei a tentar corrigir o que está mal e a multiplicar o que está bem. Umas vezes somos muitos, outras muito poucos. Mas sou um corredor de fundo. E, melhor, gosto de correr.

Beijos e afectos para todos e todas que ao longo destes anos me deram o prazer de estarmos juntos. Nos momentos maus, nos momentos de resistência e nos êxitos.

domingo, 18 de abril de 2010

Foram saudades!?!?...

No espaço de dez minutos, telefonei para toda a família que está distante. Pais, filhos, noras e netos. É importante para o meu equilíbrio saber que estão bem. Quero para eles o melhor, como eles a mim. Nesta fase e idade complicadas, em que quase só vemos problemas sociais e profissionais, é bom sentir o carinho deles.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

"PODER VERMELHO" fica bem neste blog

OPINIÃO
Poder vermelho
28 03 2010 22.29H
João Malheiro

Foi Marselha, foi Faro, foi Lisboa. Foi extramuros, foi casa neutra, foi intramuros. Foram três embates decisivos? Todos diferentes… todos iguais.

Há um mês, na TV, Manuel José emudeceu os críticos e até os maldizentes. Campeão? O Benfica, sentenciou. Reconhecida a independência e a sabedoria do ex-seleccionador de Angola, não houve quem o contestasse, ainda que no mesmo programa dois dos intérpretes mais pareçam o roque e a amiga (a ordem dos factores é arbitrária) na sanha antibenfiquista.

Manuel José viu o que qualquer adepto sensato da bola também viu. Se fosse agora, depois dos últimos três compromissos vitoriosos, todos viriam ainda mais bem visto. Mais bem visto, logo mais bem sustentado ainda.

O Benfica, esta temporada, dá-se a ver com vistas largas. Mais? Vistosas prestações que, de tão recorrentes, legitimam que ali se veja a melhor equipa nacional da actualidade. E o Benfica europeu? Manuel José não falou, não vaticinou. Se viu Marselha, só pode ter visto o que todos viram.

Viu-se dos melhores fragmentos da bola portuguesa dos últimos anos. E agora? Há 50 anos que o Benfica não conquista uma prova europeia, há 20 anos que não comparece no mais visto dos palcos. Será desta? Pode ser desta que se veja no pico da glória internacional. Este Benfica não tem fronteiras. Vê-se que não tem.

É a vera-efígie de outros Benficas, de velhos Benficas ganhadores. Vê-se tanto, vê-se tão bem, que até há, no universo vermelho, quem já se veja em aflição no final da temporada. Como manter este quadro de jogadores, tão apreciado pela visão gulosa dos grandes colossos europeus?

Só que, nessa altura, talvez se veja o que se não vê há muito. Um Benfica triunfante e de arca carregada à vista de todos.