domingo, 23 de agosto de 2009

FOI UM DIA GRANDE

Manel e Patrícia (o puto mais velho e a namorada) vieram até Torres Novas para visitar-me. Foram horas de almoço, bem conversado. Foram momentos de visitas de encher a alma e abrir a boca de espanto. Principalmente na desprezada nascente do Almonda e no "Ninho das Águias", em Alcanena. Para benfiquistas como o Manel até deu direito a fotos para mostrar aos compinchas.

Ando agora a ter a atenção para com os meus filhos que, em muitos momentos não tive. Penitencio-me pelo passado, mas estou feliz pelo presente.

E o futuro, tem desenhados novos e empolgantes encontros. Com o Manel e com o Pedro. Sinto-me irmão deles.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

UMA SATISFAÇÃO... e um lamento

Há sempre motivos de satisfação quando a nossa actividade produz resultados positivos para o conjunto da comunidade. Vem isto a propósito do convite informal que recebi para estar presente na assinatura do protocolo para a construção do novo Hospital do Seixal. Este, ninguém pode dizer o contrário, foi arrancado pela força da vontade popular. Organizada e mobilizada pelas Comissões de Utentes da Saúde de que fiz parte. E continuo, embora noutras zonas e com outros problemas para resolver.
Um lamento, por tantos outros justos objectivos que se poderiam ter atingido caso houvesse mais organização e mais persistência. Mas continuamos vivos e atentos.

sábado, 8 de agosto de 2009

SAUDADES DA COSTA DE CAPARICA

O Pedro, agora acompanhado da Isabel e dos putos (Pedro e João), meus netos, estiveram uns dias na Costa de Caparica. O Pedro "pai" estava encantado a relatar as piscinas que fez na areia para os miúdos. Mas o que recordou foram as horas e horas que na sua adolescência lá passou a jogar à bola.

O Pedro é quase um filho da Costa. Por lá passámos bons e maus momentos. Lá continurá a ir para ensinar os filhos a gostar também daquelas gentes e daqueles lugares.

É, também, com alguma saudade e com desejo de lá voltar que revelo algo de comum entre mim e o Pedro. Ele, agora no Porto. Eu, agora em Torres Novas. Depois de vivermos em tantos outros locais constata-se a nossa capacidade de adaptação e a paixão que ficamos por cada lugar. A Costa de Caparica será sempre um desses destinos...

domingo, 2 de agosto de 2009

Ao meu Manel

Estamos em maré de aniversários. Hoje foi o meu filho meu velho. Já passaram vinte e nove anos. Merece toda a felicidade do mundo. Deixo um conselho, que duramente aprendi, "grão a grão enche a galinha o papo, mas pena a pena fica depenada".

A construção da nossa felicidade merece a nossa atenção, o carinho e o amor, todos os dias.

sábado, 25 de julho de 2009

80 anos UMA IDADE BONITA

Foi no passado domingo, 19 de Julho, que o mais velho do clã SOARES (da Vermelha) festejou os seus oitenta anos. No ambiente bucólico da Curia, juntou-se a família. O António e a Evangelina. Os filhos Manel Zé (e Ana), Lurdes (e Zé Manel), Dina e Daniel. Os netos Pedro (e Isabel), Manel, Bruno (e Joana), João, Diana, Ricardo, Beatriz e Ana. Os bisnetos Pedro e João. Dos oitenta aos dezanove meses. O futuro da família Soares está assegurado. Foi bonita a festa. Vai ficar na memória de todos.

domingo, 5 de julho de 2009

TANTO SÍTIO, SÓ PARA DOIS PÉS

Ontem, sábado, aproveitei uma ida a Lisboa ( mais uma actividade relacionada com o Movimento Associativo Popular), para passar pela casa da Damaia. Hoje dos e habitada pelos meus pais, depois de eu lá ter vivido mais de uma dezena de anos. Era aí que continuavam, na mesma estante de sempre feita pelo Carlos Gameiro, umas dezenas de livros e outras tantas pastas. São parte da minha vida, que ficou por esse lugar, e a que de tempos a tempos gostava de voltar.

Ao longo da vida andei por muito sítio onde deixei objectos materiais e experiências vividas. Na tarde de ontem, de forma simbólica, com os livros e pastas vieram muitas alegrias e muitos dramas.

Hoje, continuo a procurar sempre o melhor e saltar de sítio para sítio. Só tenho dois pés. Não consigo dar e dar-me a todos os lugares, a todas as causas e a todas as pessoas. Decerto uma das razões para a ansiedade que, de tempos a tempos, me assalta.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

NADA DE ABUSOS

As taxas moderadoras, na saúde, foram criadas (de tempos a tempos actualizadas/aumentadas) para disciplinar a utilização excessiva do SNS - Serviço Nacional de Saúde.

Nos últimos trinta anos nunca acedi aos serviços do SNS ("quase uma saúde de ferro"). Recentemente tive uma cólica renal, pelo que me socorri de um serviço de urgência hospitalar.
Resultado: a maleita passou e, paguei taxa moderadora, PARA NÃO ABUSAR!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

ALGO ESTÁ A MUDAR

Nos últimos dias adaptei uma nova forma de organização das minhas tarefas profissionais. Alguns resultados já começaram a aparecer. Além disso, aos poucos vou assegurando êxitos no futuro.
Por outro lado, continua a minha batalha para ser ouvido nos locais e ocasiões em que posso falar. Infelizmente, se por um lado constato que não gostam do meu tom de voz, por outro vão procurando afastar-me da participação colectiva. Mas como em grande parte das situações que vivi, o futuro vai dizer que tenho razão.
Dou o que posso e trabalho com todos, mas há os que mandam... e que não aceitam o meu contributo e não me querem a trabalhar por perto. Enfim, problema deles.

domingo, 14 de junho de 2009

O TEMPO NÃO CHEGA PARA TUDO O QUE GOSTAMOS

Por isso este meio de contacto tem sido desprezado. Mas, felizmente tenho estado com e junto de quem gosto. Mais, tenho arranjado tempo e energia para estar junto de muita gente anónima que precisa de ajuda para não perder a esperança e lutar por uma sociedade mais justa.

sábado, 25 de abril de 2009

25 de ABRIL foi ontem!

Recordo-me do lanche com dois amigos no dia 23 de 1974, na pequena pastelaria da Rua da Betesga, em que se discutiu a nacionalização dos seguros, porque a revolução estava a chegar.
Lembro-me do comboio vazio da Damaia para o Rossio e dos passageiros olharem para as instalações do Colégio Militar enquanto sussurram e ouviam pequenos rádios.

Frente ao Teatro D. Maria II, pelas nove da manhã, quando soube o que se passava, disse: "Já não vou à guerra". A liberdade e o fim da guerra colonial continuam a ser motivos de comemoração.

Toda a manhã desse dia de "chuva molha tolos", foi passada junto dos militares da Baixa. Com mais colegas de trabalho, bem jovens como eu, demos cigarros e alguma alimentação aos jovens soldados. O meu almoço foi em casa. Queria saber como estavam os meus pais. (Naquele tempo não havia telefones, quanto mais telemóveis).

A tarde foi toda vivida no Largo do Carmo e nas ruas adjacentes. Logo nesse dia participei em duas manifestações. Sempre escolhi o meu caminho. Estive lá por vontade própria e com a sensação de que se estava a fazer história. Linda!!!