terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Já passei por aqui - especial (30)




Abrantes - Mostra de doçaria

Estou-me nas tintas para a originalidade... por isso continuo a copiar


Até dá raiva
Sou o primeiro a saber que estou farto de usar esta técnica de estampar aqui um recorte de jornal para reavivar um problema e para refrescar memórias entretanto enevoadas ou pela falta de informação ou pela passagem do tempo. E, como não ando cá propriamente para ser original todas as semanas, não desisto. E, assim, sobre esta chamada de primeira página do Público de hoje que remete para duas páginas inteiras no interior, só quero dizer aos leitores que, se estivesse com vida e disposição para rato de biblioteca, podia já de seguida oferecer-lhes centenas de citações de afirmações ou tomadas de posição do PCP posteriores ao 25 de Abril alertando para este sério problema. E também podia oferecer-lhes dezenas e dezenas de declarações dos responsáveis pela política que temos tido a responderem ao PCP coisas do género: «Mas qual produção nacional de alimentos e qual soberania alimentar, qual carapuça ! Vocês pararam no tempo, não percebem que sai muito mais barato importá-los do estrangeiro !». Agora, no ano da graça de 2011, o Público diz-nos que é «uma vulnerabilidade». Como sempre, já se sabe o destino da culpa: morrer solteira.
(V. Dias in "O Tempo das Cerejas")

domingo, 9 de janeiro de 2011

Nem tudo o que parece, é


São poucas as notícias que nos chegam da candidatura presidencial do Francisco Lopes. Pior, muito do chega a ser visto e lido resume-se a notícias breves que transmitem quase sempre as mesmas frases. Outros, os comentadores dependentes dessas notícias dos media, opinam de forma inquinada. Uns por opção e má vontade, outros por preguiça em procurar nas fontes, vão tentando deturpar o que é dito e o que se vê.

Fui recentemente a um comício da candidatura de Francisco Lopes. A sala estava cheia, mas os jornalistas para relatarem o que se estava a passar contavam-se pelos dedos de uma mão.
Mas vamos às minhas impressões. Uma surpresa em relação a outras intervenções. Falou, só com recurso a notas, durante mais de meia hora. De uma pedagógica, pausadamente, foi desfiando um conjunto importante de ideias para o incremento da produção nacional (destaque para a agricultura, transporte ferroviário e indústria), com a consequente defesa da soberania nacional. Mostrou que, para além da importância que dá aos serviços públicos (de que subscrevo a quase totadlidade do que foi afirmado), tinha feito o “trabalho de casa” tal foi o conhecimento manifestado sobre a realidade do Distrito de Santarém.

Por isso, quando vejo, leio ou oiço certos comentários, apenas me dá vontade de rir da ignorância e má vontade de quem os faz.

Já passei por aqui (29)




Sines

Agenda para o "crescimento" do Primeiro Ministro (9)


Combustíveis
Portugal tem terceiro gasóleo mais caro da Europa
por Lusa 07 Janeiro 2011

Portugal tem o gasóleo mais caro da Europa a seguir à Grécia e à Finlândia, custando 67,38 cêntimos ainda sem impostos, indicam os dados mais recentes da Comissão Europeia.

Os dados mais recentes do boletim sobre combustíveis da Direcção Geral da Energia da Comissão Europeia, relativos a 03 de janeiro, indicam que em Portugal cada litro de gasóleo ainda sem impostos é 3,7 cêntimos mais caro do que a média dos 27 países da UE.

O gasóleo mais caro da Europa é o da Grécia (70,63 cêntimos), seguido da Finlândia (70,06 cêntimos). Os mais baratos são o da Irlanda (57,2 cêntimos/litro), Áustria (58,4 cêntimos) e Reino Unido (59,1 cêntimos).

Depois de impostos o cenário muda: o gasóleo português quando chega ao público é o 8º mais caro da UE-27, 0,3 cêntimos abaixo da média europeia, mas quase 9 cêntimos mais caro do que em Espanha. Com impostos o gasóleo mais caro é do Reino Unido (1,499 euros), seguido da Suécia (1,443 euros) e depois da Grécia (1,391 euros).

No preço do litro de gasóleo em Portugal (1,277 euros), o ISP representa 36,4 cêntimos e o IVA (que subiu no início do ano) 23,9 cêntimos.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Lá, na Vermelha


Um cartaz igual ao da foto (tirada em Torres Novas) está bem à vista na praça central da Vermelha. Motivo de especial regozijo para quem posta neste blog, cuja denominação tem origem na circunstância de ter nascido precisamente naquele localidade de nome único em todo o território nacional. Ah! Dos outros candidatos, nem novas nem mandadas!

Recordo, também, os tempos em que ela escrevia comunicados inflamados aos trabalhadores do INATEL, em 1975, que pouco tinham a ver com "paz"


Ode à Paz

Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,

Pelas aves que voam no olhar de uma criança,

Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,

Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,

Pela branda melodia do rumor dos regatos,


Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,

Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,

Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,

Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,

Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,

Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,

Pelos aromas maduros de suaves outonos,

Pela futura manhã dos grandes transparentes,

Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,

Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas

Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,

Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,

Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.

Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,

Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,

Abre as portas da História,

deixa passar a Vida!

Natália Correia, in "Inéditos (1985/1990)"

A casa e a fera "Jolly" de guarda


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ter um amigo é maravilhoso


Ter um amigo
é maravilhoso.

Ser amigo de alguém
ainda melhor;
é como recordar
e sentir o Sol a brilhar.

Um amigo é alguém
com quem se está bem.

Mas um amigo
é muito mais do que isso!
É alguém que pensa em ti
quando não estás aqui.

Nunca se está realmente só
quando se tem um amigo.

Amigo é uma palavra bonita.

É quase
a melhor palavra!


Leif Kristiansson

(tradução de Sofia de Mello Bryner Andersson)

Depois da falta de açucar no Natal






Tomar medidas para que, na Páscoa, não faltem os coelhos e os ovos.