domingo, 12 de dezembro de 2010
De um dos meus escritores preferidos

Aproximo-me da noite
o silêncio abre os seus panos escuros
e as coisas escorrem
por óleo frio e espesso
Esta deveria ser a hora
em que me recolheria
como um poente
no bater do teu peito
mas a solidão
entra pelos meus vidros
e nas suas enlutadas mãos
solto o meu delírio
É então que surges
com teus passos de menina
os teus sonhos arrumados
como duas tranças nas tuas costas
guiando-me por corredores infinitos
e regressando aos espelhos
onde a vida te encarou
Mas os ruídos da noite
trazem a sua esponja silenciosa
e sem luz e sem tinta
o meu sonho resigna
Longe
os homens afundam-se
com o caju que fermenta
e a onda da madrugada
demora-se de encontro
às rochas do tempo
Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Agenda para o "crescimento" do Primeiro Ministro (3)
DEVO SER MESMO BURRO! Alguém consegue explicar:
ENTÃO O PRIMEIRO ANDA A FALAR COM OS PARCEIROS SOCIAIS PARA TRATAR DO "DESENVOLVIMENTO E O EMPREGO", MAS TODOS DIZEM QUE O TEMA DE CONVERSA É A CRIAÇÃO DE UM FUNDO PARA APOIAR NOVOS DESPEDIMENTOS !!!???
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Sobre a produtividade (2)
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Sobre a produtividade (1)
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