Vejo e ouço alguma gente expressar o seu agradecimento, e até fazendo reparos a quem não tem essa postura, perante as decisões e obras deste ou daquele cidadão que foi eleito e/ou nomeado para determinados cargos políticos e/ou públicos.
Não percebo tanta admiração e tanta reverência, pois mais não fazem do que aplicar (uns melhor que outros) as verbas que lhe são colocadas à disposição. Cumprem a sua tarefa e são pagos para isso. Eles, e toda uma máquina de assessores políticos, técnicos e de imagem. A isto junta-se toda a estrutura orgânica e material das instituições de que são responsáveis. Para não falarmos, nas assessorias externas.
Com toda esta panóplia de meios ao serviço dos políticos eleitos e nomeados, nós, os simples cidadãos (muitos dos quais verdadeiros voluntários a trabalhar graciosamente para as comunidades onde estão inseridos), apenas devemos exigir que cumpram o seu dever.
domingo, 13 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
Festa do Avante 2009 (4)
Em certos momentos havia a impressão de que não cabia mais gente no recinto. Era difícil andar de um lado para outro. Felizmente para compensar as longas filas dos queriam entrar, outros iam saindo. O êxito, ainda ganha maior dimensão, quando se sabem os nomes de dezenas de amigos e conhecidos que gostariam de lá estar... mas que por respeitáveis motivos acabam por estar ausentes. Que vão no próximo ano!
Festa do Avante 2009 (3)
Publicamente tem de se reconhecer o trabalho voluntário, para que a Festa seja também um êxito e exemplo de organização. Por vezes dou por mim a pensar na resistência física e anímica que os militantes comunistas e amigos têm de ter para estes dias de autêntica loucura. Imaginem uma empresa com mais de uma dezena de milhar de trabalhadores, que fornece centenas de serviços diferentes a centenas de milhares de visitantes durante três dias... Será que existe?! Duvido. Mas tenho a certeza de que um Partido que organiza um acontecimento destes... só o pode fazer porque acredita no povo e este, pelo menos, respeita-o.
Festa do Avante 2009 (2)
Quem visitar a Festa com olhos de ver, tem de chegar à conclusão que não há “festa com esta!”. Primeiro, é a maior e única festa política-cultural do País. Segundo, é inter geracional (vê-se gente dos o a mais de oitenta, sendo mais de metade com menos de 30 anos). Terceiro, em mais nenhum se tem o prazer de estar ao mesmo tempo num festival gastronómico, numa rave, num festival de folclore, num concerto de rock, em jogos tradicionais e em mais de 20 modalidades desportivas, na exposição científica e numa bienal de artes plásticas, no meio de um debate político e um encontro de dezenas de amigos, utilizar as últimas tecnologias de informação e recordar como eram os prelos da imprensa clandestina.... E tudo isto, feito por milhares e milhares de voluntários, num cenário natural de excelência de onde se vê o Tejo com diversos enquadramentos, tendo ao fundo quase toda a Lisboa. Tudo isto, na Quinta da Atalaia – Seixal.
Festa do Avante 2009 (1)
Poema de António Gedeão
na Espaço Ciência
TUDO É FOI
Fecho os olhos por instantes.
Abro os olhos novamente.
Neste abrir e fechar de olhos
já todo o mundo é diferente.
Já outro ar me rodeia;
outros lábios o respiram;
outros aléns se tingiram
de outro Sol que os incendeia.
Outras árvores se floriram;
outro vento as despenteia;
outras ondas invadiram
outros recantos de areia.
Momento, tempo esgotado,
fluidez sem transparência.
Presença, espectro de ausência,
cadáver desenterrado.
Combustão perene e fria.
Corpo que a arder arrefece.
Incandescência sombria.
Tudo é foi. Nada acontece.
na Espaço Ciência
TUDO É FOI
Fecho os olhos por instantes.
Abro os olhos novamente.
Neste abrir e fechar de olhos
já todo o mundo é diferente.
Já outro ar me rodeia;
outros lábios o respiram;
outros aléns se tingiram
de outro Sol que os incendeia.
Outras árvores se floriram;
outro vento as despenteia;
outras ondas invadiram
outros recantos de areia.
Momento, tempo esgotado,
fluidez sem transparência.
Presença, espectro de ausência,
cadáver desenterrado.
Combustão perene e fria.
Corpo que a arder arrefece.
Incandescência sombria.
Tudo é foi. Nada acontece.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
AGORA, É A DOER...
Por muito que tentasse remar contra a maré a verdade é que acabei por ser contagiado pelo ambiente de "férias". Agosto foi um tempo vivido em intermitência. Ora andava entusiasmado e fazia umas coisas, ora me deixava levar pelo "deixa andar"... Em conclusão, muitas tarefas das minhas diversas frentes de actividade ficaram por executar.
Agora, e pela força dos acontecimentos, nem vai dar tempo para respirar. As solicitações do exterior e a vontade de concretizar os meus próprios compromissos obrigam-me a fazer um mês de Setembro, com muito empenho, paciência e argúcia. Vamos lá ver é se tenho energia para tanto.
Agora, e pela força dos acontecimentos, nem vai dar tempo para respirar. As solicitações do exterior e a vontade de concretizar os meus próprios compromissos obrigam-me a fazer um mês de Setembro, com muito empenho, paciência e argúcia. Vamos lá ver é se tenho energia para tanto.
domingo, 23 de agosto de 2009
FOI UM DIA GRANDE
Manel e Patrícia (o puto mais velho e a namorada) vieram até Torres Novas para visitar-me. Foram horas de almoço, bem conversado. Foram momentos de visitas de encher a alma e abrir a boca de espanto. Principalmente na desprezada nascente do Almonda e no "Ninho das Águias", em Alcanena. Para benfiquistas como o Manel até deu direito a fotos para mostrar aos compinchas.
Ando agora a ter a atenção para com os meus filhos que, em muitos momentos não tive. Penitencio-me pelo passado, mas estou feliz pelo presente.
E o futuro, tem desenhados novos e empolgantes encontros. Com o Manel e com o Pedro. Sinto-me irmão deles.
Ando agora a ter a atenção para com os meus filhos que, em muitos momentos não tive. Penitencio-me pelo passado, mas estou feliz pelo presente.
E o futuro, tem desenhados novos e empolgantes encontros. Com o Manel e com o Pedro. Sinto-me irmão deles.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
UMA SATISFAÇÃO... e um lamento
Há sempre motivos de satisfação quando a nossa actividade produz resultados positivos para o conjunto da comunidade. Vem isto a propósito do convite informal que recebi para estar presente na assinatura do protocolo para a construção do novo Hospital do Seixal. Este, ninguém pode dizer o contrário, foi arrancado pela força da vontade popular. Organizada e mobilizada pelas Comissões de Utentes da Saúde de que fiz parte. E continuo, embora noutras zonas e com outros problemas para resolver.
Um lamento, por tantos outros justos objectivos que se poderiam ter atingido caso houvesse mais organização e mais persistência. Mas continuamos vivos e atentos.
sábado, 8 de agosto de 2009
SAUDADES DA COSTA DE CAPARICA
O Pedro, agora acompanhado da Isabel e dos putos (Pedro e João), meus netos, estiveram uns dias na Costa de Caparica. O Pedro "pai" estava encantado a relatar as piscinas que fez na areia para os miúdos. Mas o que recordou foram as horas e horas que na sua adolescência lá passou a jogar à bola.
O Pedro é quase um filho da Costa. Por lá passámos bons e maus momentos. Lá continurá a ir para ensinar os filhos a gostar também daquelas gentes e daqueles lugares.
É, também, com alguma saudade e com desejo de lá voltar que revelo algo de comum entre mim e o Pedro. Ele, agora no Porto. Eu, agora em Torres Novas. Depois de vivermos em tantos outros locais constata-se a nossa capacidade de adaptação e a paixão que ficamos por cada lugar. A Costa de Caparica será sempre um desses destinos...
O Pedro é quase um filho da Costa. Por lá passámos bons e maus momentos. Lá continurá a ir para ensinar os filhos a gostar também daquelas gentes e daqueles lugares.
É, também, com alguma saudade e com desejo de lá voltar que revelo algo de comum entre mim e o Pedro. Ele, agora no Porto. Eu, agora em Torres Novas. Depois de vivermos em tantos outros locais constata-se a nossa capacidade de adaptação e a paixão que ficamos por cada lugar. A Costa de Caparica será sempre um desses destinos...
domingo, 2 de agosto de 2009
Ao meu Manel
Estamos em maré de aniversários. Hoje foi o meu filho meu velho. Já passaram vinte e nove anos. Merece toda a felicidade do mundo. Deixo um conselho, que duramente aprendi, "grão a grão enche a galinha o papo, mas pena a pena fica depenada".
A construção da nossa felicidade merece a nossa atenção, o carinho e o amor, todos os dias.
A construção da nossa felicidade merece a nossa atenção, o carinho e o amor, todos os dias.
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