domingo, 6 de setembro de 2009

Festa do Avante 2009 (3)

Publicamente tem de se reconhecer o trabalho voluntário, para que a Festa seja também um êxito e exemplo de organização. Por vezes dou por mim a pensar na resistência física e anímica que os militantes comunistas e amigos têm de ter para estes dias de autêntica loucura. Imaginem uma empresa com mais de uma dezena de milhar de trabalhadores, que fornece centenas de serviços diferentes a centenas de milhares de visitantes durante três dias... Será que existe?! Duvido. Mas tenho a certeza de que um Partido que organiza um acontecimento destes... só o pode fazer porque acredita no povo e este, pelo menos, respeita-o.

Festa do Avante 2009 (2)

Quem visitar a Festa com olhos de ver, tem de chegar à conclusão que não há “festa com esta!”. Primeiro, é a maior e única festa política-cultural do País. Segundo, é inter geracional (vê-se gente dos o a mais de oitenta, sendo mais de metade com menos de 30 anos). Terceiro, em mais nenhum se tem o prazer de estar ao mesmo tempo num festival gastronómico, numa rave, num festival de folclore, num concerto de rock, em jogos tradicionais e em mais de 20 modalidades desportivas, na exposição científica e numa bienal de artes plásticas, no meio de um debate político e um encontro de dezenas de amigos, utilizar as últimas tecnologias de informação e recordar como eram os prelos da imprensa clandestina.... E tudo isto, feito por milhares e milhares de voluntários, num cenário natural de excelência de onde se vê o Tejo com diversos enquadramentos, tendo ao fundo quase toda a Lisboa. Tudo isto, na Quinta da Atalaia – Seixal.

Festa do Avante 2009 (1)

Poema de António Gedeão
na Espaço Ciência


TUDO É FOI

Fecho os olhos por instantes.
Abro os olhos novamente.
Neste abrir e fechar de olhos
já todo o mundo é diferente.

Já outro ar me rodeia;
outros lábios o respiram;
outros aléns se tingiram
de outro Sol que os incendeia.

Outras árvores se floriram;
outro vento as despenteia;
outras ondas invadiram
outros recantos de areia.

Momento, tempo esgotado,
fluidez sem transparência.
Presença, espectro de ausência,
cadáver desenterrado.

Combustão perene e fria.
Corpo que a arder arrefece.
Incandescência sombria.
Tudo é foi. Nada acontece.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

AGORA, É A DOER...

Por muito que tentasse remar contra a maré a verdade é que acabei por ser contagiado pelo ambiente de "férias". Agosto foi um tempo vivido em intermitência. Ora andava entusiasmado e fazia umas coisas, ora me deixava levar pelo "deixa andar"... Em conclusão, muitas tarefas das minhas diversas frentes de actividade ficaram por executar.

Agora, e pela força dos acontecimentos, nem vai dar tempo para respirar. As solicitações do exterior e a vontade de concretizar os meus próprios compromissos obrigam-me a fazer um mês de Setembro, com muito empenho, paciência e argúcia. Vamos lá ver é se tenho energia para tanto.

domingo, 23 de agosto de 2009

FOI UM DIA GRANDE

Manel e Patrícia (o puto mais velho e a namorada) vieram até Torres Novas para visitar-me. Foram horas de almoço, bem conversado. Foram momentos de visitas de encher a alma e abrir a boca de espanto. Principalmente na desprezada nascente do Almonda e no "Ninho das Águias", em Alcanena. Para benfiquistas como o Manel até deu direito a fotos para mostrar aos compinchas.

Ando agora a ter a atenção para com os meus filhos que, em muitos momentos não tive. Penitencio-me pelo passado, mas estou feliz pelo presente.

E o futuro, tem desenhados novos e empolgantes encontros. Com o Manel e com o Pedro. Sinto-me irmão deles.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

UMA SATISFAÇÃO... e um lamento

Há sempre motivos de satisfação quando a nossa actividade produz resultados positivos para o conjunto da comunidade. Vem isto a propósito do convite informal que recebi para estar presente na assinatura do protocolo para a construção do novo Hospital do Seixal. Este, ninguém pode dizer o contrário, foi arrancado pela força da vontade popular. Organizada e mobilizada pelas Comissões de Utentes da Saúde de que fiz parte. E continuo, embora noutras zonas e com outros problemas para resolver.
Um lamento, por tantos outros justos objectivos que se poderiam ter atingido caso houvesse mais organização e mais persistência. Mas continuamos vivos e atentos.

sábado, 8 de agosto de 2009

SAUDADES DA COSTA DE CAPARICA

O Pedro, agora acompanhado da Isabel e dos putos (Pedro e João), meus netos, estiveram uns dias na Costa de Caparica. O Pedro "pai" estava encantado a relatar as piscinas que fez na areia para os miúdos. Mas o que recordou foram as horas e horas que na sua adolescência lá passou a jogar à bola.

O Pedro é quase um filho da Costa. Por lá passámos bons e maus momentos. Lá continurá a ir para ensinar os filhos a gostar também daquelas gentes e daqueles lugares.

É, também, com alguma saudade e com desejo de lá voltar que revelo algo de comum entre mim e o Pedro. Ele, agora no Porto. Eu, agora em Torres Novas. Depois de vivermos em tantos outros locais constata-se a nossa capacidade de adaptação e a paixão que ficamos por cada lugar. A Costa de Caparica será sempre um desses destinos...

domingo, 2 de agosto de 2009

Ao meu Manel

Estamos em maré de aniversários. Hoje foi o meu filho meu velho. Já passaram vinte e nove anos. Merece toda a felicidade do mundo. Deixo um conselho, que duramente aprendi, "grão a grão enche a galinha o papo, mas pena a pena fica depenada".

A construção da nossa felicidade merece a nossa atenção, o carinho e o amor, todos os dias.

sábado, 25 de julho de 2009

80 anos UMA IDADE BONITA

Foi no passado domingo, 19 de Julho, que o mais velho do clã SOARES (da Vermelha) festejou os seus oitenta anos. No ambiente bucólico da Curia, juntou-se a família. O António e a Evangelina. Os filhos Manel Zé (e Ana), Lurdes (e Zé Manel), Dina e Daniel. Os netos Pedro (e Isabel), Manel, Bruno (e Joana), João, Diana, Ricardo, Beatriz e Ana. Os bisnetos Pedro e João. Dos oitenta aos dezanove meses. O futuro da família Soares está assegurado. Foi bonita a festa. Vai ficar na memória de todos.

domingo, 5 de julho de 2009

TANTO SÍTIO, SÓ PARA DOIS PÉS

Ontem, sábado, aproveitei uma ida a Lisboa ( mais uma actividade relacionada com o Movimento Associativo Popular), para passar pela casa da Damaia. Hoje dos e habitada pelos meus pais, depois de eu lá ter vivido mais de uma dezena de anos. Era aí que continuavam, na mesma estante de sempre feita pelo Carlos Gameiro, umas dezenas de livros e outras tantas pastas. São parte da minha vida, que ficou por esse lugar, e a que de tempos a tempos gostava de voltar.

Ao longo da vida andei por muito sítio onde deixei objectos materiais e experiências vividas. Na tarde de ontem, de forma simbólica, com os livros e pastas vieram muitas alegrias e muitos dramas.

Hoje, continuo a procurar sempre o melhor e saltar de sítio para sítio. Só tenho dois pés. Não consigo dar e dar-me a todos os lugares, a todas as causas e a todas as pessoas. Decerto uma das razões para a ansiedade que, de tempos a tempos, me assalta.